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Jardinagem em julho: o que plantar, podar e adubar

Julho é o mês da poda drástica: com roseiras e frutíferas de folha caduca em repouso total e o frio no pico na maior parte do país, é a única época do ano em que vale cortar até metade da planta sem prejudicar a floração ou a frutificação seguinte. É também quando o Sul enfrenta as geadas mais fortes da temporada. Veja o que muda desde junho e o que preparar para agosto.

Resumo rápido

Estação
Pico do inverno na maior parte do país
Tarefa principal
Poda drástica de roseiras e frutíferas
Rega
1x por semana, quase nula em dia de geada
Corte de grama
Parado ou corte mínimo de nivelamento
Adubação
Nenhuma na grama; calda preventiva nas frutíferas podadas
Evitar
Podar levemente e achar que resolve; corte forte agora

Jardim em julho

Julho é o único mês do ano em que vale fazer poda drástica em roseira: corte cada haste a 3 ou 4 gemas da base, removendo entre um terço e metade do volume da planta. Parece agressivo, mas é exatamente esse corte forte que estimula a brotação vigorosa de agosto e concentra a floração da primavera em vez de espalhar em galhos finos e fracos. Frutíferas de folha caduca — pessegueiro, ameixeira, figueira — seguem o mesmo princípio: corte os galhos que cruzam o centro da copa e os que crescem para dentro, abrindo espaço para luz e ar circularem.

Logo depois da poda pesada, aplique calda sulfocálcica ou bordalesa em toda a estrutura podada, ainda sem folha — é o momento em que o produto penetra melhor e reduz a carga de fungo e cochonilha que passa o inverno escondida na casca. Espere pelo menos 15 dias entre a poda e a aplicação de qualquer adubo, para o corte cicatrizar primeiro.

Reduza a rega ao mínimo: uma vez por semana já basta para a maioria das plantas em repouso, e em dia de geada prevista, não regue de jeito nenhum — solo molhado conduz mais frio até a raiz do que solo seco. Nas regiões com geada forte, é hora de preparar as covas para o plantio de bulbos de dália e gladíolo, que vai acontecer em agosto assim que o frio começar a ceder.

Aproveite a copa aberta pela poda para revisar árvores de porte maior: galhos secos, rachados ou com sinal de broca (serragem fina saindo de um furo no tronco) precisam sair agora, antes que o peso de folha nova em setembro sobrecarregue um ponto fraco e o galho quebre. Para galho alto fora do alcance da escada, o podador de galhos altos telescópico resolve sem risco de subir em ponto instável.

Gramado em julho

O gramado segue praticamente parado: não force corte regular, e se cortar, seja só para nivelar pontas irregulares, nunca para "baixar" a altura — grama curta no pico do frio fica mais exposta e demora mais para recuperar na primavera. Sem adubação nenhuma neste mês; qualquer produto aplicado agora fica parado no solo sem ser absorvido.

É um bom momento para planejar a escarificação e a adubação de setembro, já que o gramado não vai reagir a nenhuma intervenção pesada até a primavera. Anote as áreas com falha, musgo ou compactação percebidas ao longo do outono e do inverno para atacar assim que a grama voltar a crescer.

Nas regiões sem geada, como boa parte do Nordeste e do Norte, o gramado continua crescendo em ritmo lento mesmo em julho: nesse caso, mantenha um corte a cada 20 dias aproximadamente e siga sem adubação pesada, já que a temperatura ainda está abaixo do pico de absorção de nutrientes da grama.

Horta em julho

Hortaliças que aproveitam o frio mais intenso do ano:

Batata precisa de amontoa (cobrir a base do caule com terra) a cada 20 dias de crescimento, para o tubérculo não ficar exposto à luz e virar verde — batata verde acumula solanina e não deve ser consumida. Mostarda e chicória toleram geada leve sem problema e crescem rápido mesmo com o frio, ideais para quem quer colheita ainda dentro do inverno. A ervilha plantada em maio e as folhosas de abril, como brócolis e couve-flor, seguem em desenvolvimento e pedem adubação de cobertura leve a cada 30 dias, com composto orgânico ou húmus de minhoca, para sustentar o ciclo longo até a colheita.

Ferramentas a preparar

Para galhos de frutífera acima de 2 cm de diâmetro, a tesoura de poda comum não dá conta: é a vez do tesourão de poda, com cabo longo que multiplica a força da mão e alcança galhos de 2 a 5 cm sem escada. Para o corte principal da poda drástica de roseira, ele reduz o esforço de dezenas de cortes seguidos numa sessão só.

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Para galho mais grosso que 5 cm, passe para o serrote de poda, que corta limpo sem esmagar a madeira viva. O passo a passo completo de como conduzir a poda de arbustos e roseiras, incluindo ângulo de corte e distância da gema, está em como podar arbustos e roseiras.

Depois de um dia inteiro de poda, limpe a seiva e a resina acumulada nas lâminas antes de guardar — resíduo seco é uma das principais causas de ferrugem prematura em tesourão e serrote, mesmo em ferramenta de boa qualidade guardada em local seco.

No Sul, julho traz o pico do frio e da geada do ano — a poda drástica é ainda mais importante para tirar galho que não resiste ao gelo. No Norte, praticamente não existe inverno: o calendário de poda pesada de frutífera não se aplica, e o foco continua sendo o manejo do calor e da chuva o ano todo.

Resumo

Julho é o mês da poda drástica: corte roseiras e frutíferas de folha caduca com força, aplique calda preventiva e reduza a rega ao mínimo. O gramado segue parado, sem corte forçado nem adubação. Na horta, batata, mostarda e chicória aproveitam o frio intenso. Prepare o tesourão para os galhos mais grossos e o serrote para o que passar de 5 cm. Em agosto, o frio começa a ceder e a brotação avisa que a primavera está próxima.

Perguntas frequentes

Por que podar roseira tão forte em julho?

Porque a planta está em repouso total e o corte drástico estimula uma brotação mais vigorosa em agosto, concentrando a energia da planta em menos hastes e produzindo mais flor na primavera do que uma poda leve conseguiria.

Posso adubar a grama em julho?

Não vale a pena: a grama está em dormência e não absorve o produto nessa fase; espere setembro, quando o crescimento retoma, para aplicar qualquer adubo.

Batata pode ficar verde depois de colhida?

Fica verde se exposta à luz, seja ainda na terra sem amontoa ou depois de colhida e guardada num local claro; a parte verde acumula solanina e deve ser descartada, não só cortada.

Quando aplicar calda bordalesa nas frutíferas?

Logo depois da poda de inverno, ainda sem folha na planta, porque é quando o produto cobre melhor a casca e reduz fungo e cochonilha que passam o frio escondidos ali.